XLM sobe após BVNK integrar Stellar a pagamentos globais
O XLM avançou 2,7% e alcançou US$ 0,2135 após a BVNK integrar a rede Stellar à sua plataforma de pagamentos com stablecoins. Com a novidade, empresas passam a acessar a blockchain em mais de 130 mercados pela API já utilizada pela companhia. A conexão atende pagamentos, repasses, remessas e transferências de tesouraria. Assim, a integração amplia as opções disponíveis aos clientes da plataforma.
A BVNK afirmou que os clientes não precisam criar uma integração exclusiva com a Stellar. Além disso, as empresas podem manter sua infraestrutura atual de pagamentos. Dessa forma, elas conseguem direcionar transações pelas redes disponíveis na plataforma com uma única conexão técnica. A Stellar prioriza transferências rápidas e de baixo custo.
“Adicionamos suporte nativo à rede Stellar à BVNK. Nossos clientes agora têm acesso à Stellar por uma única API em mais de 130 mercados, para pagamentos com stablecoins de alto volume e custo inferior a um centavo. Este é mais um passo rumo à nossa visão de uma rede confiável para todas as formas de dinheiro.”
Integração amplia o acesso empresarial à Stellar
A empresa informou que sua infraestrutura conecta sistemas convencionais de pagamento a stablecoins e outros ativos digitais. Com isso, companhias podem movimentar recursos em diferentes mercados sem manter uma integração para cada blockchain. A BVNK também indicou que poderá incluir mais ativos nativos da Stellar na mesma conexão. No entanto, o anúncio não especifica quais ativos poderão entrar na plataforma.
A companhia também não apresentou um cronograma para essa ampliação. Por sua vez, a Stellar permite emitir e transferir diferentes tokens, incluindo representações digitais de moedas nacionais. Segundo a BVNK, sua infraestrutura registrou US$ 55,6 bilhões em volume durante 2025. No mesmo período, a plataforma processou 3,6 milhões de transações.
A BVNK declarou disponibilidade de 99,99% e tempo médio de liquidação de aproximadamente cinco segundos. Nesse sentido, Kimberley Mescal Julien, chefe de parcerias da empresa, criticou a manutenção de conexões independentes para várias blockchains. Segundo ela, empresas não deveriam administrar uma infraestrutura separada para cada rede. A executiva classificou a Stellar como outro canal de baixo custo para transferências internacionais.
Volume e cotação do XLM
Dados da CoinGecko mostravam o XLM cotado a US$ 0,2135 no momento da apuração. Além da alta diária de 2,7%, o XLM acumulava valorização de 11,2% em sete dias. Durante as 24 horas anteriores, a cotação variou entre US$ 0,2062 e US$ 0,2198. Ainda assim, os dados representam apenas um recorte do mercado no período.
O volume diário alcançou cerca de US$ 403,3 milhões. Enquanto isso, o valor de mercado circulante atingiu aproximadamente US$ 7,46 bilhões. A estimativa apontava 35 bilhões de XLM em circulação, diante de uma oferta máxima próxima de 50 bilhões. Apesar da valorização recente, o XLM permanecia 75,6% abaixo do recorde de US$ 0,8756.
A CoinGecko calcula a cotação por meio de uma média ponderada pelo volume em 113 exchanges e 244 mercados. Contudo, a BVNK não informou quanto volume de pagamentos passará pela nova rota. A empresa também não esclareceu se os clientes precisarão manter XLM diretamente para usar a Stellar. Portanto, a integração não permite estimar uma demanda específica pelo XLM.
Mastercard e U.S. Bank avançam com a rede
A integração ocorreu após a Mastercard concluir, em agosto, a aquisição da BVNK por até US$ 1,8 bilhão. Com isso, a tecnologia de pagamentos em blockchain da empresa passou a integrar a operação global da Mastercard. A companhia afirmou que a compra apoiaria transferências entre moedas fiduciárias e ativos digitais. Ao mesmo tempo, a BVNK continuou operando sua própria plataforma.
A Mastercard também associou a infraestrutura da BVNK ao Mastercard Move, seu serviço de transferências em vários mercados e moedas. Assim, a empresa incorporou recursos de pagamentos digitais à sua estrutura internacional. Já a BVNK continuou adicionando redes sob a nova propriedade. Antes da aquisição, as duas companhias participavam de projetos conjuntos envolvendo ativos digitais.
Em paralelo, o U.S. Bank realizou uma transação ao vivo com sua stablecoin proprietária USBDC na Stellar. O banco transferiu fundos entre entidades na América do Norte e na Europa durante um teste controlado. Dessa forma, a operação avaliou transferências internacionais com uma representação digital lastreada em dólar. O experimento também manteve os controles bancários estabelecidos.
A plataforma de ativos digitais do U.S. Bank administrou a emissão, a transferência e o resgate da USBDC. Além disso, o teste incluiu funções de congelamento e reversão. No entanto, o banco não divulgou o valor, o hash da transação ou o tempo de liquidação. A instituição também não detalhou a estrutura de reservas da stablecoin.
As iniciativas ampliam os casos de uso comerciais e institucionais da Stellar. Entretanto, elas não confirmam uma demanda direta pelo XLM. Empresas podem liquidar pagamentos com stablecoins ou outros ativos emitidos na rede. Por isso, o crescimento da atividade na blockchain não implica aumento duradouro na procura pelo XLM.
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