XRP dá acesso a taxas de vault da Kraken via Firelight

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Detentores de XRP agora podem receber parte das taxas geradas por clientes DeFi da Kraken. No entanto, eles precisam depositar garantias vinculadas ao XRP na rede Flare. Esses participantes também assumem perdas decorrentes de eventos cobertos. Em 15 de outubro, a Firelight anunciou a inclusão do vault Protected Strategies USDC da Kraken.

A Sentora, curadora independente do vault, coordenou a adesão ao sistema. Com isso, parte do rendimento do produto passou a financiar prêmios para os provedores de garantias da Firelight. O protocolo chegou ao vault por meio do serviço DeFi Earn da corretora. A Firelight havia iniciado suas operações no começo do mesmo mês.

Firelight converte prêmios em FXRP

A Firelight opera na Flare com o FXRP, uma representação do XRP criada pelo sistema FAssets. Os participantes depositam FXRP e recebem stXRP, que representa a participação de cada um no pool de capital. Quando um operador de vault contrata proteção, o protocolo direciona os prêmios ao pool compartilhado. Em seguida, a Firelight converte as taxas pagas em USDC para FXRP.

Na prática, essa conversão aumenta a garantia que respalda cada posição. Os rendimentos não chegam como novos valores nas carteiras dos participantes. Em vez disso, eles elevam o valor de resgate do stXRP. Assim, o saldo acompanha a parcela de cada provedor no pool.

A estrutura vincula os ganhos ao volume de proteção contratado e renovado pelos clientes. Inicialmente, a Firelight cobria os vaults USD Protected e Protected RWA da Sentora. O protocolo apresentou esses produtos em seu lançamento de 6 de outubro. Agora, o produto distribuído pela Kraken acrescenta outra fonte de taxas ao conjunto de garantias.

Conversão não garante novas compras de XRP

Contudo, os clientes da Kraken não precisam manter XRP para depositar USDC no vault protegido. Por outro lado, os fornecedores de capital podem usar XRP que já possuem para obter FXRP. Os prêmios convertidos podem aumentar a demanda por FXRP. Ainda assim, o lançamento não determina uma quantidade específica de novas compras de XRP nativo.

A Firelight também oferece pontos e recompensas de participação. Porém, o rendimento-base do staking vem das taxas de cobertura, não apenas de incentivos promocionais. Logo, os pagamentos recorrentes podem crescer se mais operadores contratarem proteção. O protocolo não informou quanto o vault da Kraken já gerou em prêmios ou quanto FXRP adquiriu.

Para os depositantes, os custos da proteção reduzem o rendimento do investimento. A taxa percentual anual publicada pela Kraken já considera as cobranças da Firelight e da Sentora. Esses custos podem mudar mensalmente. Ao mesmo tempo, a Kraken afirma que não recebe as taxas, organiza os pagamentos ou oferece garantias.

As condições do serviço constam no documento de suporte da Kraken. O material detalha os limites e os eventos que podem gerar indenização. Além disso, os pagamentos dependem da validação do incidente e do capital disponível. A corretora não financia eventuais reembolsos.

Provedores assumem riscos de toda a carteira

As taxas acompanham uma obrigação direta para os provedores de capital. Todo o capital em staking da Firelight sustenta os vaults cobertos e ativos. Nesse modelo, um participante pode sofrer perdas causadas por incidentes em outro produto da carteira. Primeiro, o protocolo usa uma reserva de stablecoins chamada First-Loss Buffer para pagar sinistros aprovados.

Caso a reserva se esgote, a Firelight reduz proporcionalmente os recursos que respaldam as posições. Esse mecanismo, conhecido como slashing, diminui o FXRP disponível para resgate. Desse modo, o risco não fica restrito ao vault distribuído pela Kraken.

 

Enquanto isso, os prêmios acumulados permanecem expostos ao lado da garantia original. Os depositantes do Protected Strategies USDC podem receber até US$ 100 mil por endereço em cada período. O pagamento também depende do limite total de cobertura e do capital disponível. Portanto, a aprovação de um sinistro não assegura o reembolso integral.

Cobertura possui limites e prazo para retirada

Os eventos cobertos incluem explorações específicas de contratos inteligentes, falhas de oráculos e ataques de governança. A proteção também abrange problemas nos mecanismos econômicos dos protocolos. Em contrapartida, quedas normais de preços e mudanças no rendimento anunciado ficam fora do acordo. A falta rotineira de liquidez também não dá direito ao pagamento.

O Risk Consortium independente da Firelight decide se cada incidente atende às condições da cobertura. Depois, a Sentora distribui os pagamentos em USDC às carteiras elegíveis. A Kraken não participa do financiamento dessas indenizações. Além do limite individual, cada pagamento respeita a capacidade disponível no vault.

Também existem limitações para quem deseja sair do pool. Atualmente, as retiradas levam entre 30 e 60 dias após o pedido de unstaking. Durante parte desse período, o capital continua exposto a perdas elegíveis. Porém, o participante deixa de acumular prêmios assim que solicita a retirada.

A cada ciclo de 30 dias, a Firelight redefine preços, condições e capacidade da cobertura. Consequentemente, cada renovação indicará se os operadores continuarão pagando pela proteção. A capacidade também depende do valor em dólares do FXRP e da reserva estável para perdas. Nesse cenário, uma queda do XRP pode reduzir a garantia disponível antes de qualquer incidente coberto.

A evolução do modelo dependerá dos prêmios e da conversão desses valores em FXRP. Da mesma forma, os provedores precisam aceitar os riscos para manter o capital no pool. Perdas e pedidos de saque podem limitar a expansão das coberturas. Já a demanda recorrente por proteção pode sustentar os rendimentos distribuídos aos participantes.

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