XRP enfrenta volatilidade com desbloqueio bilionário da Ripple e críticas sobre centralização

XRP cai abaixo de US$ 3 após liquidações e debate sobre seu papel como “exit liquidity” reacende tensões na comunidade
O XRP vai entrar em setembro sob forte pressão, com uma combinação de fatores técnicos, fluxos de oferta e críticas públicas influenciando seu desempenho.
A Ripple prepara-se para o próximo ciclo de desbloqueio de 1 bilhão de tokens do programa de escrow, criado em 2017 para liberar mensalmente até esse volume. Embora historicamente cerca de 70% seja re-bloqueado, a parcela líquida pode representar centenas de milhões de dólares em circulação adicional. Com o preço girando em torno de US$ 2,87 e uma oferta circulante próxima de 59,5 bilhões, o impacto líquido pode chegar a US$ 861 milhões — pouco mais de 0,5% da oferta.
O mercado, porém, já mostrou sensibilidade à pressão vendedora. No fim de agosto, o XRP recuou mais de 5% em 24 horas, apagando US$ 10 bilhões em valor de mercado e rompendo o suporte psicológico de US$ 3. O movimento coincidiu com a liquidação de mais de US$ 100 milhões em posições longas e levou o ativo a testar a faixa de US$ 2,83–2,84. Indicadores técnicos reforçaram o viés de baixa: RSI em queda e MACD negativo sugerem risco de continuidade corretiva, especialmente se o preço perder US$ 2,75.
O cenário se torna ainda mais polarizado pelo debate em torno do papel do ativo. O analista on-chain ZachXBT classificou o XRP, junto a outros tokens, como mera “exit liquidity” para insiders, provocando forte reação da comunidade. Enquanto críticos apontam para centralização e influência excessiva da Ripple, defensores ressaltam a liquidez crescente e o avanço de produtos futuros e possíveis ETFs, após os contratos da CME ultrapassarem US$ 1 bilhão em interesse aberto em tempo recorde.
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