XRP ganha força com comparações ao ciclo da prata

O XRP voltou ao centro das atenções após analistas discutirem semelhanças visuais entre seu comportamento recente e ciclos históricos da prata. Essa possível correlação destaca padrões amplos de valorização, quedas acentuadas e períodos longos de consolidação que aparecem nos gráficos de ambos os ativos.

Padrões gráficos reacendem interesse no XRP

Especialistas observam que a trajetória da prata desde 1980 oferece um paralelo intrigante. O metal atingiu cerca de US$ 48 no início daquela década, recuou para próximo de US$ 3,4 nos anos 1990 e só voltou a níveis elevados em 2011. Esse ciclo longo, marcado por volatilidade profunda, lembra movimentos vistos no XRP.

O token disparou acima de US$ 3 em 2018, caiu de forma brusca até 2020 e retomou força em anos seguintes até alcançar novo topo em 2024. Essas variações sugerem uma estrutura repetitiva, com avanços fortes seguidos por correções intensas e zonas prolongadas de estabilidade.

Analistas alertam que similaridade visual não implica repetição garantida, mas pode ajudar na avaliação de cenários prováveis.

Desempenho recente dos metais reforça o debate

Relatórios mostram que a prata acumulou valorização superior a 278 por cento desde 2025 e opera perto de US$ 109 por onça. O ouro  também avança e supera US$ 5.000 em meio à busca por proteção diante de incertezas macroeconômicas.

Esse movimento amplia o interesse por ativos sensíveis a ciclos amplos, como o XRP , negociado em torno de US$ 1,90. O token registra volatilidade maior que a dos metais, o que pode amplificar ganhos e também riscos de correções repentinas.

Gráfico XRPUSD
XRPUSD na faixa de US$ 1,88. Fonte: TradingView

Tempo dos ciclos e impacto nos movimentos

Especialistas apontam diferenças marcantes entre os ritmos dos ativos. A prata levou décadas para completar seus ciclos mais relevantes, enquanto o XRP apresenta padrões semelhantes em períodos consideravelmente mais curtos. Assim, o token pode registrar movimentos robustos em janelas menores, o que cria tanto oportunidades quanto riscos acentuados.

Além disso, participantes do mercado afirmam que ciclos em cripto reagem mais rapidamente à liquidez global e a notícias relevantes. Já metais preciosos seguem influências como reservas internacionais e juros reais de longo prazo. Essas distinções ajudam a explicar velocidades distintas mesmo com formatos gráficos parecidos.

Riscos, expectativas e os próximos cenários

Se o XRP mantiver um comportamento próximo ao observado na prata, analistas acreditam que um movimento expressivo pode ocorrer após rompimentos consistentes de resistência. No entanto, destacam que padrões gráficos não definem resultados. Fatores como mudanças regulatórias, oscilações no apetite por risco e atuações de grandes detentores podem alterar qualquer projeção.

O histórico do ativo mostra quedas fortes seguidas de recuperações rápidas, o que pode gerar oportunidades para investidores atentos, mas também perdas significativas para quem entra em momentos inadequados ou permanece exposto em fases de forte volatilidade.

Níveis de suporte e resistência observados em ciclos anteriores estão no radar do mercado. Além disso, maior entrada de capital no setor de cripto ou migração de investimentos dos metais para ativos digitais pode impulsionar o preço do XRP. Volume, disposição ao risco e atuação de grandes players seguem entre os indicadores mais monitorados.