XRP lidera ranking de protocolos cripto zumbis
XRP aparece no topo entre protocolos com capital inativo
A nova análise colocou o XRP entre os protocolos considerados zumbis devido ao grande volume de capital parado em tesouraria. No entanto, esse cenário não indica risco imediato, mas reforça a baixa produtividade econômica frente ao tamanho das reservas.
O estudo avaliou as 200 maiores criptomoedas com base em critérios como atividade econômica, geração de taxas, liquidez real e volume de reservas. Assim, os pesquisadores identificaram que o ativo possui grandes quantidades retidas em escrow, o que elevou sua classificação entre os chamados gigantes inertes.
Além disso, o cálculo da relação entre tesouraria e taxas geradas excluiu tokens nativos. Esse recorte buscou mostrar quanta atividade efetiva cada dólar em reservas líquidas produz. Apenas stablecoins, Bitcoin e Ethereum foram considerados como ativos utilizáveis, oferecendo um retrato mais claro da eficiência econômica.
TEA reforça baixa produtividade das redes analisadas
Outra métrica aplicada foi o Total Economic Activity, que soma volume de liquidação, taxas de aplicações e taxas internas do blockchain. Portanto, essa combinação permite observar a utilidade prática das redes sem interferências externas do mercado especulativo.
No grupo de protocolos com mais de US$ 1 bilhão em tesouraria, aparecem Mantle, Stellar, Cardano, Near, Hedera e Aptos logo após o ativo. Todas as redes apresentam reservas robustas, mas atividade limitada em relação ao próprio tamanho econômico. No caso de XLM, por exemplo, a concentração de tokens pela Stellar Development Foundation infla o valor da tesouraria, mas não acompanha o mesmo nível de movimento na rede.
Cardano também integra a lista devido ao volume expressivo de fundos controlados pela IOG e pela fundação responsável pelo ecossistema. Mesmo com uma comunidade engajada, a atividade descentralizada ainda é considerada pequena diante dos recursos acumulados. Projetos mais jovens, como Aptos, Sui e Starknet, surgiram com grandes aportes de venture capital, porém ainda buscam ampliar sua base de usuários e aplicações.
Casos específicos, como Celestia, também chamam atenção. Sua proposta modular oferece utilidade para outras redes. No entanto, suas taxas extremamente baixas a tornam eficiente para usuários, mas pouco produtiva na relação entre capital e retorno econômico.
Protocolos fortes financeiramente, porém pouco eficientes
Segundo os analistas, para que uma rede deixe de ser considerada zumbi, ela deve aumentar sua atividade econômica ou reduzir o capital ocioso. Além disso, o estudo simulou quedas de 50 por cento no valor dos tokens nativos para medir a capacidade operacional das fundações responsáveis por cada projeto.
O levantamento mostrou que redes como o ativo, Sui, Starknet e Mantle se destacam como fortalezas financeiras. Elas possuem reservas suficientes para manter operações por anos, mesmo em períodos prolongados de baixa. Entretanto, Cardano, ICP, Near e outros projetos enfrentam maior risco por dependerem fortemente do valor do próprio token para sustentar o desenvolvimento.
Assim, a análise conclui que o ativo lidera a lista de protocolos com capital inativo, mas também aparece entre os mais preparados para enfrentar longos ciclos de mercado. Embora a classificação como zumbi indique baixa eficiência, ela também revela a grande resiliência financeira garantida pelo volume significativo de reservas.