XRP volta ao centro após alegações de supressão

O XRP voltou ao foco depois que executivos da Ripple reforçaram suspeitas antigas sobre a existência de movimentos coordenados para limitar o avanço do token. As declarações surgiram durante uma conferência dedicada ao XRP em Sydney, onde líderes da empresa revisitaram anos marcados por pressão regulatória intensa e oposição incomum no setor.

Ripple relata anos de resistência atípica no setor

Em um vídeo publicado pelo analista X Finance Bull, Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, comentou os obstáculos enfrentados pela companhia. O executivo afirmou que o token enfrentou resistência não por fragilidade, mas por causa da força de sua tecnologia. Segundo Garlinghouse, grupos influentes teriam percebido o potencial do XRP como uma ameaça a estruturas tradicionais de pagamentos globais.

Garlinghouse ressaltou que a Ripple avançava rapidamente, o que, na visão dele, gerou uma reação organizada para desacelerar o desenvolvimento do ecossistema. Além disso, a empresa lidou desde cedo com pressão regulatória elevada, algo que limitou seu crescimento. O CEO reforçou que o XRP oferecia soluções mais eficientes para pagamentos internacionais, o que gerou atritos com setores preocupados em preservar o modelo financeiro vigente.

Monica Long, presidente da Ripple, também revisitou os primeiros anos da empresa e destacou que a hostilidade enfrentada não parecia natural ou proporcional ao estágio do projeto. Ela afirmou que a equipe percebia um esforço coordenado que buscava criar um ambiente desfavorável ao token e desestimular o avanço das iniciativas da empresa.

Executivos reforçam suspeitas sobre conexões externas

No mesmo painel, Garlinghouse mencionou que Chris Larsen, cofundador e presidente do conselho da Ripple, defendia há anos a existência de uma força invisível atuando contra o XRP. Embora o CEO admitisse ter duvidado inicialmente, sua percepção mudou quando arquivos ligados ao caso Epstein revelaram conexões entre figuras influentes e instituições relacionadas ao setor financeiro e acadêmico.

Garlinghouse citou Joi Ito, ex-diretor do MIT Media Lab, como alguém que teria atuado contra o token. Ele também mencionou Gary Gensler, ex-presidente da SEC, que liderou a ação judicial contra a Ripple e possuía vínculos com o MIT Media Lab. Assim, essas ligações reforçaram suspeitas de que parte da oposição enfrentada ao longo dos anos poderia ter origens mais profundas do que críticas comuns do mercado.

Os executivos afirmaram que o cenário regulatório vivido pela empresa não se alinhava apenas a preocupações legítimas de supervisão. Em vez disso, acreditam que houve articulação de agentes institucionalmente poderosos que buscavam impedir que o XRP ampliasse sua presença no mercado global de pagamentos. Essa interpretação ganhou ainda mais força após eles analisarem materiais revelados recentemente.

XRP
XRP em US$1,37 no gráfico diário. Fonte: TradingView

As falas dos executivos reforçam que a Ripple encara seu passado como um período marcado por resistência direcionada e intensa. Garlinghouse disse que, ao observar as conexões reveladas nos arquivos recentes, tornou-se mais fácil compreender como interesses externos podem ter influenciado decisões regulatórias. Dessa forma, a empresa acredita que parte do atraso em iniciativas importantes pode estar ligada a forças que atuavam longe do olhar público.

No cenário atual, a Ripple tenta reconstruir sua trajetória após a resolução do processo com a SEC em 2025. Embora a empresa reconheça os avanços recentes, as declarações mostram que sua visão sobre o passado segue influenciada por eventos e percepções que moldaram a atuação do XRP no mercado global. Além disso, a revisão desses episódios ajuda a compreender melhor a postura cautelosa que a companhia adotou nos últimos anos.