XRP vs SWIFT: analista aponta vantagens

O XRP, ativo digital associado à Ripple, volta ao centro do debate sobre a modernização dos pagamentos internacionais. Segundo o analista CharuSan, a tecnologia por trás do token pode superar limitações históricas do sistema SWIFT, sobretudo em velocidade e custo. Nesse contexto, surge a hipótese de uma mudança estrutural na forma como instituições financeiras realizam transferências globais.

Eficiência do XRP desafia o modelo do SWIFT

Em publicação na rede X, CharuSan argumenta que o SWIFT opera como uma rede complexa e frequentemente lenta. Em contrapartida, o XRP utiliza a solução On-Demand Liquidity (ODL), que permite liquidação quase instantânea. Assim, transferências que antes levavam dias podem ser concluídas em segundos.

Além disso, o modelo elimina a necessidade de contas pré-financiadas em múltiplos países. Como resultado, bancos deixam de manter grandes volumes de capital imobilizado, o que, segundo o analista, pode liberar liquidez global em escala trilionária.

Na prática, o XRP atua como uma ponte entre diferentes moedas. Dessa forma, reduz custos operacionais e acelera o processamento das transações. Esse mecanismo, conforme CharuSan, ataca diretamente gargalos históricos enfrentados por instituições financeiras tradicionais.

Adoção pode avançar com base em infraestrutura existente

Outro ponto destacado envolve a infraestrutura já implementada. De acordo com o analista, diversos bancos possuem integração prévia com soluções da Ripple. Portanto, a adoção do XRP poderia ocorrer por meio de atualizações técnicas, sem a necessidade de negociações individuais com milhares de instituições.

Além disso, essa característica reduz barreiras operacionais e sugere que parte do sistema financeiro já está preparada para uma transição em larga escala. Ainda assim, o ritmo dessa adoção depende de fatores regulatórios e decisões estratégicas.

Enquanto isso, o SWIFT enfrenta um dilema relevante. Segundo CharuSan, a organização pode optar por integrar o XRP como camada de liquidez ou manter-se como um sistema de mensagens financeiras. Caso escolha a segunda alternativa, há risco de perda gradual de relevância.

Assim sendo, a integração com soluções mais eficientes tende a deixar de ser opcional e passar a ser estratégica para manter competitividade no sistema financeiro global.

Limitações de iniciativas baseadas em Ethereum

Paralelamente, o SWIFT também testa alternativas com tecnologia blockchain. Entre elas, está um projeto na rede Linea, uma camada 2 do Ethereum desenvolvida em parceria com a ConsenSys e instituições financeiras. Contudo, essa iniciativa apresenta limitações estruturais.

Segundo o analista, a Linea não atua como solução de liquidez. Em vez disso, funciona como ambiente para testes e troca de mensagens financeiras. Portanto, não resolve diretamente o principal desafio das transferências internacionais.

Custos e escalabilidade entram em foco

Além disso, as transações na Linea ainda dependem de validação na rede principal do Ethereum. Como consequência, surgem custos adicionais e possíveis limitações de escalabilidade. Dessa maneira, o modelo pode se tornar menos eficiente para operações globais em grande volume.

Em contraste, o XRP foi desenvolvido com foco em liquidação rápida e baixo custo. Por isso, apresenta vantagens operacionais em cenários de alta demanda. Ainda que soluções baseadas em Ethereum avancem, elas não competem diretamente com a proposta de liquidez do XRP.

Atualmente, o XRP é negociado próximo de US$ 1,41, com queda superior a 4% nas últimas 24 horas, conforme dados do CoinMarketCap.

Ripple XRP gráfico

Fonte: XRPUSDT no Tradingview.com

Em conclusão, a análise de CharuSan reforça que soluções baseadas em liquidez digital, como o XRP, oferecem ganhos relevantes em eficiência. Ao mesmo tempo, o SWIFT busca evoluir tecnologicamente, embora ainda enfrente limitações. Nesse cenário, a disputa por eficiência tende a moldar o futuro dos pagamentos internacionais.