Zoomex: Mascherano vê Argentina campeã da Copa
A Zoomex realizou o quarto episódio do seu X Space da edição dedicada à Copa do Mundo, dentro da iniciativa beneficente Zoomex World Cup Impact Pledge. O encontro reuniu Javier Mascherano, bicampeão da Liga dos Campeões e finalista de Copa do Mundo, além dos painelistas Haskell Gz, Secreto DeFi e Miguel Serrano. A mediação ficou com Fernando Aranda, diretamente de Boston, às vésperas das quartas de final.
Além disso, a ação solidária seguiu no centro do programa. A Zoomex destina US$ 1.000 em USDT por episódio para uma instituição escolhida pelo convidado ligado ao futebol. Ainda assim, o valor pode receber mais US$ 5.000 caso o palpite feito no encontro se confirme.
Mascherano apontou a Argentina como campeã da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, decidiu direcionar os recursos para organizações comunitárias que apoiam pessoas em maior vulnerabilidade em San Lorenzo, sua cidade natal no interior da Argentina, a cerca de 20 quilômetros de Rosário.
Na conversa, os participantes também relacionaram futebol, leitura de cenários e mercados de previsões. Assim, o debate avançou entre desempenho esportivo, análise coletiva e tomada de decisão.
Mascherano destaca reação argentina e força coletiva
Ao comentar a vitória da Argentina sobre o Egito, Mascherano rejeitou a ideia de que a equipe tenha mostrado frieza ou falta de competitividade. Pelo contrário, ele afirmou que o jogo exibiu coração, garra e clareza mental.
"A Argentina, com coração, com garra, com cabeça também, e mostrando por que foi campeã, virou o resultado em treze ou quatorze minutos."
Fonte: Zoomex no X.
Segundo Mascherano, a reação não surgiu de forma caótica. Em vez disso, a virada veio por comportamento coletivo, leitura do tempo de jogo e confiança de que um gol recolocaria a partida em aberto.
Ademais, ele comparou a atual geração argentina com a seleção de 2014, da qual fez parte. Na avaliação do ex-volante, o time atual está em outro patamar em regularidade, qualidade técnica e identidade tática.
"Para mim, esta equipe é completamente diferente. É, de longe, a melhor seleção argentina que vi, sobretudo pela regularidade, pela qualidade dos jogadores e pela identidade."
Fonte: Zoomex no X.
Mascherano também respondeu às narrativas nas redes sociais sobre supostos favorecimentos à Argentina. Nesse sentido, afirmou que uma seleção não permanece tantos anos no topo por acaso.
Lances decisivos e mentalidade até o fim
Miguel Serrano relembrou dois episódios marcantes da carreira do ex-jogador. O primeiro foi a intervenção na semifinal de 2014 contra a Holanda, na prorrogação, quando Mascherano evitou um gol e depois revelou ter se machucado no lance. O segundo foi um contato em Ángel Di María no histórico jogo da virada no Camp Nou, fato admitido pelo próprio atleta após a partida.
Sobre a jogada de 2014, Mascherano disse que o principal aprendizado é acreditar até o fim na chance de executar a ação correta. Ainda que o futebol tenha erros e acertos, ele destacou que sua mentalidade sempre esteve ligada à entrega total.
Na visão de Haskell Gz, essa leitura dialoga com uma mudança mais ampla no futebol de elite. Hoje, conforme observou, o nível médio cresceu tanto que já não existem confrontos simples. Por exemplo, Egito e Cabo Verde impõem dificuldades muito maiores do que há duas ou três décadas.
Talento individual, Messi e estrutura coletiva
O debate sobre talento individual e força coletiva produziu uma das respostas mais diretas do encontro. Mascherano reconheceu que grandes estrelas mudam partidas decisivas. Contudo, lembrou que a história do futebol também reúne equipes cheias de nomes fortes que nunca funcionaram como time.
Para ele, o cenário ideal surge quando o talento individual serve ao coletivo. Foi nesse contexto que falou de Lionel Messi. Segundo Mascherano, o camisa 10 não carrega sozinho uma estrutura frágil, mas coloca sua qualidade a serviço de algo maior.
Além disso, ele evitou comparar esse perfil com outros astros. Em seleções nacionais, explicou, o tempo de trabalho é curto. Portanto, reunir jogadores de elite não garante equilíbrio automático. Em clubes, por outro lado, existe a possibilidade de montar o elenco conforme uma ideia específica.
Os painelistas conectaram essa lógica ao universo dos investimentos. Assim, defenderam que um grupo de ativos fortes, por si só, não forma uma estratégia coerente. A composição precisa responder a um objetivo comum.
Enzo Fernández é visto como meio-campista total
Questionado sobre um possível sucessor no meio-campo argentino, Mascherano rejeitou a premissa. Segundo ele, os atuais jogadores da posição são mais completos do que ele foi em sua época, sobretudo por causa da evolução do futebol.
Ao falar de Enzo Fernández, o ex-jogador foi enfático. Disse que o atleta atua bem em diferentes funções do setor, ajuda na marcação, participa da construção, chega à área e ainda contribui com gols e assistências.
"Ele é um jogador de que gosto muito. Pode atuar em todas as posições do meio-campo e vai bem em todas. É muito completo."
Fonte: Zoomex no X.
Em outras palavras, Enzo Fernández não aparece como herdeiro direto de Mascherano. Em vez disso, representa um tipo de meio-campista mais amplo, capaz de reunir funções antes separadas.
VAR, Noruega e favoritos ao título
Outro ponto forte do episódio foi o debate sobre o VAR. Mascherano adotou uma posição favorável ao princípio da tecnologia, embora tenha atuado grande parte da carreira sem esse recurso. Para ele, o VAR ajuda a reduzir erros decisivos e busca mais justiça no jogo.
Ao mesmo tempo, reconheceu zonas cinzentas na regra do impedimento. Na visão do ex-jogador, talvez a própria regra mereça revisão, especialmente quando o gol cai por diferenças mínimas detectadas na ponta do pé do atacante.
"É preciso evoluir. Para mim, o espírito do VAR nasce da busca por um pouco mais de justiça no jogo."
Fonte: Zoomex no X.
Mascherano ainda rejeitou a ideia de um futebol conduzido por árbitros robóticos. Afinal, sempre existirá uma margem de interpretação humana no esporte.
Noruega surpreende e França entra entre as favoritas
Entre as seleções que mais o surpreenderam, Mascherano destacou a Noruega. Segundo ele, a equipe avançou em um grupo difícil, superou Senegal, eliminou a Costa do Marfim e ainda fez um jogo de alto nível contra o Brasil. O que mais chamou atenção, porém, foi a postura competitiva do time.
No plano individual, o nome citado foi o do meio-campista marroquino Issa Saibari, descrito no debate como jogador de 18 anos. Mascherano afirmou que ficou impressionado desde a estreia contra o Brasil. Além disso, viu o atleta confirmar alto nível nas partidas seguintes, tanto na organização quanto na recuperação da bola.
Secreto DeFi ainda citou a trajetória do goleiro Vozinha, de Cabo Verde. Antes do torneio, ele tinha valor de mercado estimado em US$ 40 mil, atuava nas divisões inferiores do futebol português e só conseguiu levar a esposa à Copa após intervenção da FIFA. Para os participantes, histórias assim mostram como o torneio pode transformar carreiras.
Por fim, Mascherano colocou França, Espanha e Argentina entre as seleções com nomes, personalidade, ideia de jogo e histórico recente para buscar o título. Ele também incluiu a Inglaterra nessa conversa e tratou o duelo entre Marrocos e França como uma partida aberta. A Zoomex encerrou o episódio mantendo a promessa de doar US$ 1.000 em USDT por programa, com mais US$ 5.000 caso o palpite do convidado se confirme. Neste episódio, o ex-jogador apostou no título da Argentina e escolheu apoiar organizações comunitárias de San Lorenzo.