Os “cães de guarda” financeiros do governo japonês estão planejando conduzir mais inspeções às instalações das exchanges japonesas.

Segundo uma reportagem do veículo de mídia japonês Nikkei, a Agência de Serviços Financeiros do país (FSA) inspecionará muitas exchanges localizadas em seu solo, começando essa semana. Essa “onda de inspeções in loco” é provavelmente motivada pelas visitas realizadas à Coincheck, dias após o hack ocorrido.

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O plano é uma medida adotada pela agência, que busca aplicar procedimentos de segurança mais efetivos a serem adotados nas exchanges localizadas no Japão, visando proteger seus investidores e prevenir que outros hacks ocorram.

Conforme já relatado aqui, cerca de $531 milhões (à época) em NEM foram roubados da exchange Coincheck, no dia 26 de janeiro. Tal incidente fez com que a FSA inspecionasse as instalações da exchange no dia 2 de fevereiro, menos de uma semana após o ocorrido, para medir a segurança da plataforma e sua capacidade financeira de ressarcir as vítimas, como foi prometido.

A FSA declarou que alertou a Coincheck sobre seus loopholes de segurança antes do hack, o que explica porque a exchange ainda precisa obter uma aprovação formal por parte da agência.

A Nikkei explicou ainda em sua reportagem que, apesar das exchanges estarem em crescimento no Japão, acompanhando o crescimento do mercado, muitas plataformas deixam a desejar em termos de segurança.

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Ainda segundo a reportagem, das 32 exchanges localizadas no país, a Coincheck e outras 15 plataformas ão estão formalmente registradas pela FSA, pois suas operações tiveram início antes da Lei de Criptomoedas, que se tornou efetiva no último mês de abril no Japão.

Fonte: CoinDesk

Edição: Webitcoin