Entenda o que pode estar por trás da recente queda do Bitcoin

Vencimento dos Contratos Futuros: será esse o motivo da queda?

Desde o pico de dezembro do ano passado, o Bitcoin e demais criptomoedas têm sofrido recorrentes quedas, até que a moeda aparentemente se “estabilizou” em torno de US$6.000.

Desde o final de setembro o preço variava entre US$6.300 e US$6.600, atingindo um pico de US$6.800 no dia 15 de outubro.

Ontem, o Bitcoin chegou a quase US$6.500, valor que caiu para US$5.450 hoje, 14 de novembro, de acordo com a BitMex.

As especulações por trás da queda são diversas, e muitos apontam a data de expiração do contrato futuro Cboe XBT como o possível culpado.

Um contrato futuro é nada mais que um contrato entre duas partes onde é estabelecida a compra e venda de determinado ativo por um preço pré-estabelecido, independente da cotação no dia da venda.

Para obter maior lucro, é comum que a parte vendedora “distribua” o mesmo ativo do contrato no mercado a um preço mais baixo para diminuir seu valor. Assim, vendendo pelo preço combinado no contrato, tal parte poderá comprar o ativo novamente em maior quantidade, graças à queda de preço.

O contrato Cboe XBT expira hoje, e de fato as exchanges tem mostrado grandes quantidades de Bitcoin sendo vendidas a preços relativamente baixos.

WeBitcoin: Entenda o que pode estar por trás da recente queda do Bitcoin

A imagem mostra o orderbook da BitMex, onde pode-se ver claramente o fato explicado acima.

Contratos futuros prejudicam o Bitcoin

Em maio deste ano a Forbes Magazine publicou uma reportagem intitulada “Como a negociação de contratos futuros mudaram o preço do Bitcoin”, que mostrava o posicionamento de economistas do Banco da Reserva Federal de São Francisco.

Os americanos destacaram a recorrente volatilidade causada pela prática, que estaria causando danos ao ativo.

Partilhando da mesma opinião, o economista japonês Yukio Noguchi escreveu um artigo sobre a relação da queda do Bitcoin com contratos futuros. Segundo ele, graças aos contratos, o ativo nunca mais sofreria uma “explosão” como a de 2017.

Foto de Beatriz Orlandeli
Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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