Brasil autoriza uso emergencial das vacinas Sinovac e AstraZeneca

A diretoria da agência reguladora de saúde brasileira Anvisa votou neste domingo (17/01) pela aprovação do uso emergencial das vacinas COVID-19 da Sinovac Biotech da China e da AstraZeneca da Grã-Bretanha

A agência reguladora de saúde brasileira, Anvisa, votou por unanimidade pela aprovação das duas vacinas após quase cinco horas de deliberação de sua diretoria.

O presidente Jair Bolsonaro, um cético contra o coronavírus que se recusou a tomar a vacina, está sob crescente pressão para iniciar as vacinas no Brasil, que já perdeu mais de 200.000 para o COVID-19 – o pior número de mortes fora dos Estados Unidos.

No entanto, atrasos nos embarques de vacinas e nos resultados dos testes atrasaram as vacinações no país, que já foi líder global em imunizações em massa e agora é um retardatário regional depois que colegas como Chile e México começaram a aplicar vacinas no mês passado.

O governo de Bolsonaro estava planejando lançar um programa nacional de imunização nesta semana, mas ainda está esperando os embarques da vacina AstraZeneca no centro de seus planos. Isso aumentou a frustração pública e ofereceu a um rival político a chance de suplantar o presidente de direita.

O governador de São Paulo, João Doria, que supervisiona o centro biomédico do Butantan que fez parceria com a Sinovac no Brasil na injeção chinesa conhecida como CoronaVac, disse que a vacinação pode começar imediatamente.

Doria tuitou pouco antes do voto decisivo da diretoria da Anvisa:

Eu determinei que assim que a Anvisa aprovar o uso emergencial da vacina Butantan, o Instituto Butantan irá entregar imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para serem distribuídas em SP (São Paulo), DF (Distrito Federal) e todos os estados brasileiros.

Alto funcionário da Anvisa disse que a aprovação só teria validade legal depois que a decisão fosse publicada no Diário Oficial do governo.

Bolsonaro, para quem Doria é um rival potencial de centro-direita para seus esforços de reeleição de 2022, zombou do governador sobre a decepcionante eficácia de 50% do CoronaVac em testes brasileiros, mas o Ministério da Saúde federal concordou em adquirir e distribuir a injeção para o nacional campanha de imunização.

Para aumentar a urgência das vacinas, uma segunda onda do surto no Brasil está crescendo enquanto o país enfrenta uma nova variante potencialmente mais contagiosa do coronavírus que se originou no Amazonas e levou a Grã-Bretanha e a Itália a barrar a entrada de brasileiros.

Fonte: Reuters

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Foto de Washington Leite O autor:

Formado em Administração de Empresas, sou entusiasta da tecnologia e fascinado pelo mundo das criptomoedas, me aventuro no mundo do trade, sendo um eterno aluno. Bitcoin: The money of the future

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