Está faltando profissionalismo no mercado de investimentos em criptomoedas brasileiro

Investimentos em criptomoedas se tornaram um pesadelo para muitos brasileiros

Um mercado com diversos golpes, pouco transparente e com muitos investidores lesados. Essa é a realidade do mercado de investimento em criptomoedas no Brasil.

A falta de profissionalismo e responsabilidade com o cliente são os principais causadores desse cenário que descredibiliza esse mercado tão inovador e com alto potencial para o público brasileiro.

Já é fato que o mercado de criptomoedas é um dos mais revolucionários do século XXI, possuindo atualmente certa relevância global e despertando o interesse de grandes empresas e diversas pessoas em todo o mundo, que começou a ser bastante comentado a partir de 2017, quando o Bitcoin atingiu em dezembro o valor de 20.000 dólares.

Desde então ocorreu o surgimento de diversas empresas nos mais variados tipos de produtos nesse ramo, desde exchanges à meios de pagamento, de modo que o Brasil se destacou como o segundo país do mundo em que os consumidores mais utilizam ou possuem criptomoedas de acordo com uma pesquisa do Statista de 2019.

mercurius investimentos criptomoedas

No entanto, esse mercado vem construindo uma imagem negativa, causada muitas vezes pela falta de profissionalismo por parte da maioria das gestoras de criptomoedas (ainda mais em um mercado tão sério quanto o financeiro).

No início de agosto desse ano, milhares de usuários foram surpreendidos com uma notificação da CVM contra as operações de uma empresa de investimentos em criptomoedas, que era considerada até o momento uma das maiores empresas de investimentos em criptomoedas da América Latina.

Desde Então, o número de denúncias, irregularidades e reclamações contrárias a empresa subiu exponencialmente, descredibilizando o segmento de investimentos em ativos digitais como um todo.

Esse cenário é o retrato da maioria das empresas do setor que não possuem um planejamento jurídico, uma política de investimento bem definida e muito menos um modelo de transparência com seus investidores, se aproveitando da assimetria informacional desse mercado para realizar práticas ilegais ou extremamente arriscadas que vem causando prejuízos àqueles que apostam no mercado.

Transparência é essencial

Poucas são as empresas que possuem uma gestão séria e profissional, que visa a transparência e o foco na segurança do investidor. Um exemplo bastante positivo nesse sentido pode ser visto no trabalho realizado pela Mercurius Crypto, empresa que nasceu na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA USP), e que trouxe toda a gama de artifícios do mercado financeiro tradicional como Auditoria interna, Compliance, Política de investimentos bem definida, Estratégia de peso, Transparência e Segurança para as operações.

Segundo o Crypto Fund Research existem, atualmente, cerca de 800 fundos de criptomoedas no mundo, gerindo mais de 18 bilhões de dólares em ativos digitais. Entre eles, diversos já apresentam toda uma política de investimento e práticas de transparência e segurança para seus usuários. Podemos citar como exemplo fora do Brasil, fundos como o Pantera Capital e a Arca Crypto, que inclusive possuem registro em suas respectivas comissões de valores mobiliários, diferente da CVM, que ainda não possuí regulamentação para ativos digitais.

Mencionamos a Mercurius Crypto por refletir fatores que deveriam ser padrão em todas as empresas de investimento, onde o investidor consegue obter informações gerais, como por exemplo: o número de operações feitas, quais foram essas operações, o risco de cada operação frente ao capital total, o patrimônio atualizado da empresa, em quais carteiras e exchanges esse patrimônio está alocado e para que é usado o saldo de cada carteira.

A empresa também fornece de inteligência de mercado como a estratégia racional por trás de cada operação feita, o que acontece com o capital de acordo com a movimentação do Bitcoin, cartas ao investidor e comentários dos gestores sobre seus erros e acertos semana a semana, informações essas que, como mencionado anteriormente, deveriam ser padrão em toda empresa de investimento em criptomoedas no Brasil, como vemos muitos exemplos pelo mundo.

“Nós observamos que o padrão de investimentos em criptomoedas no mundo e no Brasil estavam muito descompassados e resolvemos criar uma empresa que resolvesse esse problema de uma vez por todas” explica Danilo Perotti, CEO da Mercurius.

Passo a passo o mercado brasileiro de criptomoedas vem caminhando para reduzir as assimetrias informacionais que ainda existem para que empresas como a Mercurius e outras com o mesmo propósito possam surgir.

 

Foto de Marcelo Roncate
Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader aposentado. Segue firme como entusiasta do Bitcoin e inimigo declarado das pirâmides financeiras.