Banco sul-coreano irá lançar a primeira plataforma de custódia de cripto do país

Coreia do Sul irá receber plataforma de serviços de custódia de cripto

A corrida pela custódia de criptomoedas está crescendo de forma acelerada na Coreia do Sul. De acordo com a mídia, o KB Kookmin, maior banco do país, está prestes a lançar a primeira plataforma de serviços de custódia de cripto da região.

Segundo relatórios, a instituição financeira se aliou à startup blockchain Atomrigs Lab. em uma parceria assinada no dia 10 de junho. Utilizando a tecnologia MPC, o Atomrigs Lab criou a Lime, plataforma que pode ser utilizada para proteger ativos digitais.

startup agrega à parceria seu conhecimento sobre o desenvolvimento de serviços de custódia de ativos digitais. O Kookmin, por outro lado, possui uma robusta proteção de informações e uma estrutura de controle interno. Utilizando contratos inteligentes e proteções inovadoras para ativos digitas, as empresas irão colaborar para definir uma nova barreira para serviços de custódia.

Sobre a parceria, um representante do banco declarou que eles irão “continuar a cooperar com diversas empresas de tecnologia no ecossistema digital” para expandir as ofertas.

Consciência da população em relação a criptomoedas atinge 87% no país

De acordo com um relatório publicado pela Dalia Research em 9 de maio, a Coreia do Sul possui o maior índice de conhecimento comum sobre criptomoedas em nível global. A pesquisa entrevistou pessoas em oito dos maiores mercados de cripto do mundo.

Consequentemente, 29 mil usuários conectados à internet no Reino Unido, EUA, Japão, Brasil, Alemanha, Coreia do Sul, Índia e China participaram do estudo.

O maior índice foi registrado na Coreia do Sul (87%).

O país possui uma longa relação com as criptomoedas, e em 2017, mais de um terço da população possuía ativos digitais. Os números eram tão altos que em determinado ponto, o trading de cripto da Coreia do Sul representava 30% do volume global. O país possuía especial afinidade pelo Ethereum, e representava o maior índice de mercado do ativo na época.

Entretanto, a demanda foi um tanto exagerada e assustou o governo, que proibiu ICOs. Ademais, taxas foram criadas para exchanges, tornando o setor um tanto difícil de sustentar. Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, recentemente se aliou a um grupo de legisladores que implora ao governo sul-coreano para suavizar sua postura em relação a este mercado.

O estado da custódia de ativos digitais

Fora do país, há boatos de que a as gigantes do serviço de custódia Coinbase e Fidelity Digital Assets estão disputando a venda da Xapo, conhecida fornecedora de serviços de custódia que conta com Wences Cesares como CEO.

Rumores apontam que a Coinbase está muito à frente da Fidelity na disputa. Se o negócio der certo, a exchange irá pagar US$50 milhões pela Xapo.

O grande trunfo da Xapo é um cofre de armazenamento a frio, que supostamente possui mais de US$5.5 bilhões em Bitcoin. O sistema é responsável pela custódia de 226 mil Bitcoins da Grayscale Bitcoin Trust, volume que traria grande impacto à Coinbase Custody.

Empresas que oferecem serviços de custódia de criptomoedas são trustees de terceiros que supervisionam a proteção de carteiras de cripto. O investimento em moedas digitais tem sido, desde o seu início, atormentado por casos de perda de chaves privadas. Enquanto alguns desses casos ocorrem por simples erro humano, outras perdas podem ser atribuídas a hackers ou hardware de armazenamento com defeito.

Empresas de serviços de custódia de ativos digitais, como a Coinbase Custody ou a Bakkt, desempenham um papel significativo na adoção deste mercado ao permitir uma atmosfera operacional segura.

FONTE: ETHEREUM WORLD NEWS

Foto de Beatriz Orlandeli
Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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