Pesquisa aponta que mais de 4% de todo Monero em circulação é resultado de malware de mineração

O capital gerado ultrapassa US$50 milhões

De acordo com pesquisas realizadas na Universidade Carlos III de Madri e do King’s College de Londres, pelo menos 4,3% das unidades de Monero em circulação são resultado de malwares de mineração.

Durante o estudo foram analisados dados de mais de 4 milhões de amostras de malware e milhares registros públicos de pagamentos gerados como recompensas pelas atividades ilícitas. A porcentagem minerada pelos hackers gerou um capital em torno de US$56 milhões.

A mineração ilegal de Monero se tornou muito popular por apresentar um custo relativamente baixo, em compensação ao alto retorno. Ainda mais, a indústria anti-vírus não prestou a devida atenção à prática, visto que esta é considerada uma ameaça “menor” para os clientes.

Os hackers geralmente utilizam ferramentas de mineração incorporadas em sites comprometidos. Recentemente foi descoberto que os golpistas utilizavam uma falsa atualização do Adobe Flash para inserir o malware no computador das vítimas.

Campanhas de mineração permitem que tais atividades apresentem grande competição para legítimas fazendas de cripto, pois apresentam uma taxa de lucro exponencialmente maior, visto que não há gastos com recursos.

FONTE: BLEEPING COMPUTER

Foto de Beatriz Orlandeli
Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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