Bloomberg conhece o interior das minas da Bitmain Technologies.

Esta semana, a Bloomberg publicou o vídeo do repórter Tom Mackenzie fazendo uma visita a uma das maiores minas bitcoin do mundo operadas pela Bitmain Technologies, em uma região remota da Mongólia.

Conheça o interior do centro de dados Bitmain na Mongólia

A mineração Bitcoin é uma indústria muito competitiva e os maiores centros de dados da China estão liderando o setor. A maioria dos centros de mineração em todo o mundo mantêm as operações privadas e geralmente são encontradas em regiões muito remotas. Os repórteres foram autorizados a gravar e fotografar a mina Bitmain no parque industrial SanShangLiang, localizado no coração da Mongólia Interior. O jornalista da Bloomberg, Tom Mackenzie, e o fotógrafo da Quartz, Aurelien Foucault, receberam acesso à mina de Bitmain, repleta de 25 mil máquinas que processam milhões de dólares em bitcoin.

 

Nesta mina em particular, a Bitmain emprega cerca de cinquenta pessoas e gera cerca de 1/4 de milhão de dólares por dia em bitcoin. A maioria dos funcionários são residentes locais da região chamada Ordos, que costumava ser uma cidade de mineração de carvão localizada fora do rio Amarelo das Cataratas de Hukou. A maioria da equipe vive em um dormitório localizado em um dos armazéns, porque as máquinas estão operando 24 horas por dia sem pausa e precisam de monitoramento e manutenção constantes. Além de mineração bitcoin, um dos armazéns é preenchido com plataformas de mineração dedicadas exclusivamente à mineração litecoin. De acordo com a Bitmain, a mina gasta cerca de US $ 39.000 diariamente em custos elétricos e a receita de mineração traz cerca de US $ 250.000 em bitcoins por dia.

 

Ao caminhar pelo armazém da Bitmain, Mackenzie diz que muitos dos novos bitcoins gerados na mina acabam sendo negociados em uma das trocas de criptomoedas da China. A Bitmain conta a Bloomberg que tem mais de 20 mil clientes. O valor de mercado da empresa está em bilhões e a compania está se preparando para um possível IPO. A empresa explica que também está gastando mais de 200 milhões para expandir as operações nos EUA. O CEO da Bitmain, Jihan Wu, revela a Mackenzie:

“Na China, o custo para construir uma fazenda de mineração é muito baixo, então, quando as pessoas tomam a decisão de construir uma fazenda, podem fazê-lo muito rápido e a um custo muito baixo”, explica Jihan Wu.

Além disso, o custo da eletricidade é muito mais barato na China do que qualquer outra nação, tornando as minas de bitcoin na região muito lucrativas. Na cidade de Ordos, muitos dos moradores referem-se ao local como “Cidade Fantasma”, e a área ficou bem conhecida após muitos projetos governamentais localizados na região. Jihan Wu parecia entusiasmado com a expansão para os EUA e acredita que a criação de lojas no exterior pode ser lucrativa no futuro. O fundador da Bitmain é muito otimista em relação ao preço do bitcoin e diz a Mackenzie:

“O preço do Bitcoin chegará a US $ 100.000 em cerca de cinco anos”

Fonte: News Bitcoin