Bitcoin e a crise econômica internacional

Crise para todos os lados

Crise pra cá, crise pra lá. Parece que não há outro assunto. Seja global, ou com caráter mais regional, como no caso do Brexit, a crise está sempre lá para aterrorizar os mercados financeiros pelo mundo. Entretanto, embora pareça exagero, isso é uma meia verdade. O conflito econômico entre as superpotências Estados Unidos e China, por exemplo, gerou um movimento de desaceleração da economia global. Falamos sobre isso aqui e aqui.

Muito (muito mesmo) tem sido dito a respeito da relação do Bitcoin com as crises econômicas. Um exemplo prático é a fuga de capital do dólar americano e do yuan chinês que hoje são uma realidade. Mas para onde vai esse capital? A resposta mais óbvia seria investimentos seguros. O primeiro que vem a mente é o ouro e sua valorização lenta e constante. Contudo, o ouro representa ainda um investimento extremamente conservador.

Ora, se não quero ficar com ativos tradicionais, mas também não quero o baixo retorno do ouro, qual seria a saída? Bem, para muito investidores a saída tem sido as criptomoedas. Mesmo sendo tão volátil, é cada vez mais comum ouvir pessoas falando do Bitcoin como um ponto de fuga. Ontem mesmo trouxemos um texto falando sobre o que, segundo a Nasdaq, o Bitcoin precisa para ser um real porto seguro para os investidores.

“Investir em ouro pode fornecer uma rede de segurança em momentos de conflito no mercado, mas também significa que existe a possibilidade de perda de oportunidade. A ênfase está na possibilidade de…

 

No acumulado do ano, a cotação do ouro aumentou 16,8%. Em contraste, o Bitcoin subiu 164%. Embora o tempo venha a ser de total importância para o Bitcoin, a oportunidade perdida ao investir em outro lugar é significativa.”

Você pode ler o texto completo clicando aqui.

Trump e a recessão

Algo que assusta os americanos é a possibilidade de um recessão. Isso, contudo, pode não estar tão distante (embora possa nem mesmo acontecer). No dia 20 de agosto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump levantou essa questão e deixou muita gente preocupada

Ao buscar informações sobre o assunto o que se percebe é que há um consenso da maioria das perspectivas dos analistas sobre o assunto. É esperado que não haja uma recessão nos Estados Unidos este ano ou no próximo, mas com tudo acontecendo nos EUA no momento, quem sabe o que sucederá.

É nesse cenário de incerteza que o otimismo em relação ao Bitcoin floresce. O site Crypto Daily explica que, embora o país não vá mal realmente, a insegurança e o mal-estar gerados pela crise podem influenciar o mercado e os investidores.

“O desemprego e a inflação podem ser baixos nos EUA, mas a economia está sempre crescendo. A desaceleração da economia dos EUA é perceptível nos pedidos de bens duráveis ​​e nas leituras dos índices de compras.

 

Se as pessoas estão perdendo seus empregos, as empresas param de investir e os consumidores param de gastar; então, o fator “sentir-se mal” terá um efeito indireto no sentimento. Isso lançaria uma mortalha sobre as classes de ativos tradicionais e emergentes, como a criptomoedas. ”

Foto de Marcelo Roncate
Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader desde 2017. Aficionado por tecnologia e entusiasta das criptomoedas, viu no WeBitcoin a oportunidade de unir duas paixões.