Governo Chinês libera novas diretrizes para implementar o Blockchain no âmbito rural

A iniciativa irá promover o uso da tecnologia no setor financeiro rural

De acordo com um anúncio oficial, o governo chinês emitiu uma “Orientação de opiniões sobre a revitalização do serviço rural em serviços financeiros”. A nova estrutura faz parte de um projeto para aprimorar a eficácia dos serviços financeiros para o programa de revitalização rural do país.

A nova orientação irá promover a aplicação de novas tecnologias no setor financeiro rural, como o blockchain, para “melhorar os níveis de identificação, monitoramento, alerta antecipado e descarte de riscos de crédito agrícola”.

As diretrizes foram emitidas em conjunto pela Comissão Reguladora do Setor Bancário, pelo Banco Popular da China, pela Comissão Reguladora de Títulos, Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e Ministério das Finanças.

A utilização do blockchain irá simplificar a coleta e o compartilhamento de dados agrícolas. A partir da iniciativa, espera-se a melhora no modelo de avaliação de crédito dos negócios agrícolas, aumentando o número de empréstimos emitidos ao passo que diminui os riscos para credores.

A iniciativa também prevê que as novas tecnologias irão incentivar as instituições financeiras a “desenvolver produtos de empréstimos exclusivos e pequenas funções de liquidação de pagamentos para o comércio eletrônico rural e a abrir uma cadeia de capital rural de e-commerce”.

A decisão do governo chinês de utilizar o blockchain em diversos setores também se estende aos serviços de proteção de direitos autorais em seus meios de comunicação. Em dezembro do último ano, a Aliança de Proteção Financeira de Direitos Autorais na Mídia chinesa, que inclui mais de 30 meios de comunicação financeiros, anunciou que irá utilizar a tecnologia para desenvolver um sistema de cooperação em direitos autorais na indústria.

De modo geral, o país lidera o ranking mundial de aplicação da tecnologia blockchain em diversos setores. Em 2017 a China registrou mais pedidos de patentes vinculados à tecnologia do que qualquer país. Naquele ano, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) registrou 406 patentes, das quais mais da metade eram da China (225). Em seguida vieram os Estados Unidos com 91 e a Austrália com 13.

FONTE: COINTELEGRAPH